segunda-feira, 15 de agosto de 2022 - 15/08/2022 18:19:41
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Você sabe quanto tempo a radiação fica no corpo? O que é radiação ionizante? Se a radiação oferece riscos?

Em suma, a radiação é emitida por fontes radioativas, como é o caso de equipamentos de radiografia e radioterapia.

Além disso, grande parte dos exames de imagem e radioterapia que usam radiação ionizante, expõe os pacientes e profissionais a doses de radiação.

Contudo, embora essas doses sejam baixas e, na maioria das vezes consideradas seguras, toda radiação ionizante tem potencial para causar alguns problemas.

Por isso, uma das principais dúvidas entre as pessoas é quanto tempo a radiação fica no corpo.

Quanto tempo a radiação fica no corpo

Então, entenda tudo sobre isso neste guia do Portal Útil.

O que este artigo aborda:

Quanto tempo a radiação fica no corpo? A radiação oferece riscos?

De fato, a radiação pode ser lesiva caso a dose total que uma pessoa acumulou foi muito grande. Por exemplo, quando é necessário fazer várias tomografias, tendo em vista que esse tipo de exame requer doses maiores que a maioria dos outros exames de imagem.

Vale notar que a exposição a radiação também torna-se mais preocupante diante de certas situações, como:

  • Mulheres gestantes;
  • Crianças;
  • Início da infância.

A radiação, embora seja comumente relacionada ao câncer, o risco é maior para pacientes mais jovens. Pois, nos jovens há um maior crescimento celular e, como resultado, o DNA está mais susceptível a alterações.

Isso significa que, uma criança de 1 ano que fizer uma tomografia de abdome, terá cerca de 0,18% a mais de risco  de desenvolver câncer ao longo da vida. Enquanto um paciente mais velho que fizer este mesmo exame terá um risco bem menor.

Além disso, o risco irá variar de acordo com o tecido que passará por essa radiação. Os tecidos considerados mais sensíveis, são:

  • Tecido linfoide;
  • Medula óssea;
  • Sangue;
  • Testículos;
  • Ovários;
  • Intestinos.

Enquanto o sistema nervoso central e o sistema musculoesquelético, nos adultos, são mais resistentes. Mas, cabe reforçar que os riscos que a radiação poderá oferecer dependem da dose e do tempo exposto.

Por isso existe a radiometria, ou levantamento radiométrico, que consiste em medir os níveis de doses de radiação a que as pessoas estão expostas.

Quanto tempo a radiação fica no corpo?

A radiação que a radioterapia externa emite atravessa o corpo do paciente, mas não permanece em seu interior. Sendo assim, o paciente não corre o risco de ficar radioativo e não tem qualquer problema em ter contato com outras pessoas.

Por outro lado, se o paciente for tratado com implante de material radioativo de modo permanente, terá uma emissão de radiação do interior de seu corpo por um certo tempo.

Nesses casos, o paciente receberá as instruções necessárias sobre os cuidados que deverá ter e por quanto tempo. Mas, a radioterapia externa não deixa qualquer tipo de radiação remanescente no organismo do paciente.

E as outras pessoas que tiverem contato com o paciente em tratamento também não estarão expostas a qualquer risco. Em linhas gerais, radiação permanece no corpo do paciente somente durante o tempo em que ele ficar no aparelho, que pode ser entre 7 a 15 minutos.

O que são radiações ionizantes?

As radiações ionizantes emitidas por esses equipamentos são, nada menos, que ondas eletromagnéticas com energia o bastante para alterar a estrutura de um material, através da retirada de elétrons dos seus átomos.

Esse processo causa morte da célula em função das mudanças que ocorre em seu interior. Elas são invisíveis, indolores e, conforme a sua energia, podem atingir uma certa profundidade do corpo.

Para que serve a radioterapia e quanto tempo a radiação fica no corpo?

A radioterapia tem como função curar uma enfermidade que esteja presente ou evitar que reapareça após uma cirurgia. Também é possível usar a radioterapia para controlar certos tipos de sintomas, como sangramento e dores.

A radioterapia faz uso de campos de raios X para diagnóstico de uma série de sintomas. Apesar de não ter como objetivo curar o câncer, o tratamento paliativo pode ser recomendado para reduzir ou diminuir a velocidade que os tumores crescem.

Além disso, também pode ser indicada para:

  • Aliviar a dor óssea;
  • Tratamento de compressão da medula espinal;
  • Controlar tumores ulcerantes e reduzir sangramentos;
  • Tratar sintomas de tumor no pulmão;
  • Redução de tumores para a diminuição ou bloqueio da pressão;
  • Tratar sintomas de tumores no crânio​​.

Efeitos colaterais

Os efeitos colaterais da radioterapia tendem variar de acordo com cada pessoa e dependem da área irradiada. Por exemplo, se a área a receber a radiação for a cabeça, pode ocasionar a queda de cabelo localizada.

Se caso a boca ou o esôfago estiverem próximos às áreas tratadas, é possível que ocorra um determinado grau de inflamação da mucosa que as reveste, podendo causar dificuldades para alimentar-se.

Se o abdome for irradiado, na maioria das vezes a radiação costuma alcançar o intestino, o que pode resultar em diarreia. Poderá causar náuseas e, em casos mais raros, vômitos.

Na região do quadril e grandes áreas da coluna, a irradiação poderá comprometer as células do sangue, exigindo alguns cuidados extras do paciente. Além disso não é raro que a pele da região irradiada apresente alguns tipos de problemas, por exemplo:

  • Vermelhidão;
  • Ardor;
  • Prurido;
  • Escurecimento da pele é relatado com frequência.

Os efeitos colaterais podem aumentar quando é preciso aplicar a radioterapia e quimioterapia de forma simultânea. Por essa razão que a integração das equipes médicas é essencial.

E, vale ressaltar que a intensidade dos efeitos colaterais das radiações irão depender de uma série de fatores, tais como:

  • Dose do tratamento;
  • Parte do corpo tratada;
  • Extensão da área irradiada;
  • Tipo de radiação;
  • Aparelho utilizado;
  • Adesão do paciente às orientações e cuidados ao longo do tratamento.

Na maioria das vezes, esses efeitos colaterais surgem na 3ª semana de aplicação e somem algumas poucas semanas após terminar o tratamento, mas pode ser que os efeitos durem mais tempo.

Conclusão

Como você pôde ver neste conteúdo, pacientes que fizeram um exame de imagem ou passaram por uma radioterapia não se tornam radioativos.

Embora possa causar alguns efeitos colaterais, a radiação não permanece no organismo do paciente, tampouco traz riscos às pessoas que o paciente tem contato.

Marcela Ferreira

Enfermeira pós graduada com especialização em traumas, urgência e emergência. 12 anos de experiência na área de saúde mental na rede SUS do município de Belo Horizonte. Atuo com criança, adolescentes, adultos e usuários de múltiplas drogas.

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